
Poema de saudade para minha filha
sonhei-te muito antes de poder tocar-te
Verses I write when code isn't enough.

sonhei-te muito antes de poder tocar-te

Só me dói a vida que vivi

antes que tu te vais pra inconsciência eu gostaria de mais um beijo outra breve chance de desejo

Anxiety, Edvard Munch

Se como Dante no Inferno escuro me perdera E Tu surgiste qual Beatriz que me venera, Guias-me pelos círculos do Teu corpo santo Onde cada…

Por caminhos de vertigem celestial, Procuro Tua face na névoa do impossível, Um astro fugaz, tão sublime e terrível, Que incendeia meu ser…

Na sombra trágica do pântano fatídico, Vaguei perdido, com espírito anêmico, Entre as figuras do inferno tão cáustico.

No meio da tropical Paris Assim diz a bela Beatriz: Que, de tanta cicatriz, Aprendeu a ser feliz. E que, de tanto ser aprendiz, Tornou-se…

Segóvia, Catalunha e Granada Ficam além do mar da Espanha! E a Luzia anda bem ufanada, Pois quem vai, há de vir, e apanha!

Las venas abiertas de Latinoamerica

Bia, como uma gata, mia Far-me-ia em loucura!

Beatriz, estenda teu estandarte, Acenda teu fogo que pulula arte, E descanse e repouse e espere.

Beatriz anda no açoite como um humano E se embrenha na sombra do mundo de sol A senhora ideal que pulula por um girassol Tendo cores…

Quem és, Beatriz? Serás uma felatriz Que, cavalgando nuvens, Satisfaz um ideal aprendiz?

Abre-se meio olho esparramado em lago de cansaço E, sem braço, mais um João se levanta ao som uníssono Aflito e infinito do cantar de um…

Faz tempo que ninguém Poeta um poema Com palavras fáceis, Claro e fácil, claramente, Sobre as coisas que acontecem Todo dia em nosso…

Eu, andorinha, cantou que sozinha Canta, mas não faz verão…

Poema feito por um robô. Não leve a sério, sério!

homem não mais canta conto
Se da dádiva do céu risonho e límpido, Não posso, ávida, quiçá nele tocar, Qual o brilho do teu virgem rosto vívido Também mão minha não…

Eu teço este poema Com um terço na mão, Com sangue na oração Fugindo do problema

(1974, Joaquim ao Tio Januário) Rua Bárbara Beatriz, meia cinco sete Você ensinano pra Elizabeth A escanção da canção do amor de bar…

Para este poema que vos preparo, recomendo ouvir estes áudios de fundo, ao mesmo tempo, e ler cada verso bem pungentemente, como se fosse…

Amor (e anarquia) Beatriz (e folia) Como silhueta geométrica Dádiva pura duma estética Elétrica (da poesia e da Bahia)

Fincado à miserinha desses mangues Na rua do labor que chamo de minha De repente bateu um frio por dentro Tremia de fome e rangia os…

Texto curto para reflexão

Ê-ê, língua de macacoê, ê-ê Quadril de serpente, ê-ê Brasil do repente, ê

Recado de Lampião

Mirella era a aquela paquera Minha e de todos moleques (e de todas as molecas!) E todos se fingiam de pileque Pra impressionar a primavera

Pê-pê, Ô-ô, Lê-lê, I-i, ay, ay, ay, ay! Pê-pê, Ô-ô, Lê-lê, I-i, ay, ay, ay, ay! Ããã ãã ã náááá! Ããã ãã ã náááá!

No final, só queremos uma coisa…
Ó, Flora bonita em mim Deusas encarnadas Mostrem-me assim Um beijo de verão

Cubra-me com a sua boca Portanto, tu, amor jovem Envias-me à nuvem rouca Cinza de cânticos, ela vem
A primeira morte é muito difícil Depois habituamo-nos a morrer E a vida que vai como um míssil Chora feito criança sem porquê

Fumaça fumaça fumaça Contra todos e todos O vento quase sempre Nunca sabe o que diz Fico só aguardando… A fumaça a fumaça

Tem dias que a gente se sente Como quem acabou de morrer Do peito a gente arrancou de repente Ou foi só a dor que prevaleceu? Ou foi teu…

— Seu José, mestre carpina, que habita este lamaçal, sabes me dizer se o rio a esta altura dá vau? sabes me dizer se é funda esta água…

Nós somos os piores bichos!

Um dia o super homem Decidiu usar seu poder A conhecer os que somem
Depois da penumbra que pairava sobre nós Sob o sol negro de dor e a nuvem cinza algoz Vejo gaivotas em voltas, perdidas, nesse mundo tão…
Estou farto do meu próprio lirismo comovido Daquele lirismo bem comportado e aprovado Daquele lirismo adolescente e muito mal vivido Do…

A Origem da Obra de Arte, Martin Heidegger
Todo dia vem-me a vontade Ou de escrever sob o virgem véu Ou de desenhar a tempestade E ver, e ver, o que sobrou do céu

Óleo sobre tela Olho sob tela Vigia a tutela Do óleo sobre tela

Medium, doce Medium… O melhor site para publicações autorais!

A grande máquina

Sei lá se sete são sete mesmo.

Almeje aquele que a alma te despe Porque a roupa, qualquer um a tira E atira contra o peito que te veste E era só o que não tiveste em…

De tanto ver fiquei cego Surdo de tanto escutar Ainda me sinto gente com ego Pois ainda sei o bê-a-bá

A maré é mansa Da doce dança Que nunca cansa Daquela transa

Tudo bom, tudo bom, tudo bom, tudo bom É o som do coração entrando na máquina que lava, lava, lava, lava e enxuga o dom da máquina, que…

Viveno morto dia a dia Morreno vivo noite a noite Afoite da dô que não sentia Ria e chorava do diário açoite
E tanto em tudo em torno é trágico Tanto quanto o santo manto é mágico Nos faz acreditar que o altar é único Sem ninguém, nem a quem, dizer…

Amo o que faço

(Vos confesso que desejo de cair convosco em cama Vos peço para não desejardes o meu cair em coma Sem, ao menos, dar-lhe aquilo que ama E…
Estou muito cansado do peso de minha cabeça E triste por não ter o abraço que eu mereça Aconteça o que aconteça, eu prefiro que a solidão…

Ai, ai, ai, só, ela vai Adonai, ela sai e não volta nunca mais…

Contemplo o rio que corre parado. Com tempo o rio se enche de perturbação, Tal qual meu coração alado… Que caminha sem direção!

Na contemporaneidade Tudo é velho e vil Nada contempla a verdade Fulguras ao Brasil

Buscando destaque, inspirações de Olavo Bilac Distante do inferno de Dante, num sonoro ataque Porque o Deus dos meus pais é bom Ao menos…

You You Yes, you! Stend still, laddy!
a noite é vida fria e vida é jogo e jogo é sorte, fulguras a Bia! e a sorte é morte, quente fogo como feliz é quem a ti sorria.

O amor pulsa na aorta O verde do pulso na horta De sede pula na hora Veredas, nua, chora o relento agora.

Atualmente a tua mente atua ou mente?

O mártir juvenil, da terra roxa e anil Necessidade de ser um alguém Fulguras e vergonha à Mãe Gentil Ó, brilho cruel do trilho, do trem

Ora direis ouvir estrelas Certo perdeste o senso Para novamente vê-las sorridentemente intenso

Comédia Humana, Divina Comédia Balzac bravo breve, Dante cante eterno como cavalheiros de idade média Humano, cravo e ferve; Divino…

Jovem escritor, agricultor e ceifador da minha existência No ardor do peito, e me deleito, com o temor da condolência dor do amor…

Mamãe, quando eu crescer eu quero ser rebelde se conseguir licença do meu broto e do o do patrão um Gandhi Dandy, um grande milionário…

Mamãe, como isso pôde acontecer?
No Mar de Malibu paira uma lua azul a mesma praia blue para ir ao luar da Lu

Qualquer beleza é inventar o que ainda não há. Qualquer leveza é sentir o sol a porvir.

Parte 1: “Das loucuras profanas da mente jovem e revolucionária”

Graças a Deus que eu perco sempre o juízo meu paraíso é a palavra paraíso, é lá ô, pequena menina, Via Láctea do riso

miserere mei, deus: secundum magnam misericordiam tuam

Estrago o esterco do extra cool a década da decadência derradeira esterno externo, onda blue o verde-oliva é violência passageira

O pecado nativo é simplesmente estar vivo É querer respirar, o remanso do poeta agora Traz-se um crime atroz, cruel e negativo Se se…

É claro que eu quero o clarão da lua É claro que eu quero o branco no preto

Na Savana Africana, a dança da Ana, a cigana O luar-luz no capim, o luar-nos enfim. Lamento do hino de um marginal babuíno pra Ana bem…
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