Soneto de Bordel, de Gabriel para Bel

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O pecado nativo é simplesmente estar vivo
É querer respirar o remanso do poeta agora
Traz-se um crime atroz, cruel e negativo 
Se se pudesse, o espírito que chora

Que a terra te seja leve, Bel fugitivo
Tu que pesaste tão pouco sobre ela outrora
Deveras pesar, assim, tão parado e ativo
Uruguai, minas não há mais, mundo afora

Perfídia és, tu, ó Coração Selvagem venusto
No Exílio duradouro, vulto oculto no culto
Bel, se tu te vais, como ficam os carnavais?

Sujeito de Sorte, vede o que lhe é justo e adusto
Tu, Bel, deixa-nos teu galardão mediante ao tumulto
Mas não vos acanhes, jovens, seus versos são atemporais.

Uma singela homenagem ao grande poeta Belchior. Se você gostou desse riscado, dê palmas.

Gabriel Albuquerque

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