Máquina de lavar, socorro!

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Máquina de lavar, socorro!

Tudo bom, tudo bom, tudo bom, tudo bom
É o som do coração entrando na máquina
que lava, lava, lava, lava e enxuga o dom
da máquina, que maquína à maquiná na potência máxima

Sofro sofrendo, vivendo vivo, não sei bem
Sempre sem ninguém, sem extravagância
Se dou uma ou duas choradas, tudo me vem
Se ouço um Chico, um Gil, um Bel, fico refém
Se saio à passeio, destino ao inferno da elegância
Chego como vim, comovido e destruído, nada me convém

Mas não tem problema: tudo bem, irmão
Tudo bom, tudo bom, tudo bom, tudo bom
Ouça o som: mais um dia, meu coração
centrifugando na máquina, para que então
Limpa e nova esteja a alma no sertão.

Mas olha só quem vem vindo…
Mais um novo dia, vulgo velha vida
Mas não tem problema, irmão, tô rindo…
Mal, mal, mal, indo de encontro à alma comovida

Tudo bom, tudo bom, tudo bom, tudo bom
Pronto: mais um novo dia. Alma limpa. Agora é hora do trem…

Café com pão:

Café com pão, café com pão, café com pão, café com pão

Gabriel Albuquerque

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