Num piscar de olho: faz-se um poema e uma morte nova

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Photo by Gábor Molnár on Unsplash

Eu teço este poema
Com um terço na mão,
Com sangue na oração
Fugindo do problema

Assim quando eu vejo porcos
Lanço logo as minhas pérolas
Assim quando eu vejo corpos
Penso logo nas minhas épocas

Por entre todo o sangue
Derramado neste mangue
Por dinheiro, dado aos senhores:
Não afrobrasileiros sem flores

Vá! Atire-se entre os mortos
Depois, chore junto aos corpos

Ou não! Ou chore pelo verde derramado.
In go(l)d we trust!

Tome um fósforo. Acenda um cigarro!
E alimente-se de seu pífio ego de catarro!

Gabriel Albuquerque

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