Num piscar de olho: faz-se um poema e uma morte nova

Eu teço este poema
Com um terço na mão,
Com sangue na oração
Fugindo do problema
Assim quando eu vejo porcos
Lanço logo as minhas pérolas
Assim quando eu vejo corpos
Penso logo nas minhas épocas
Por entre todo o sangue
Derramado neste mangue
Por dinheiro, dado aos senhores:
Não afrobrasileiros sem flores
Vá! Atire-se entre os mortos
Depois, chore junto aos corpos
Ou não! Ou chore pelo verde derramado.
In go(l)d we trust!
Tome um fósforo. Acenda um cigarro!
E alimente-se de seu pífio ego de catarro!