Quase elegia submarina do sensual

A maré é mansa
Da doce dança
Que nunca cansa
Daquela transa
Naquela noite sem pudor
A dor, tarô, me veio enfim
Para mim e longe de mim
Yemanjá, no mar, leva o amor
Alegria é uma tristeza
Com certeza eu viveria
Via nessa cor que a moça usa
E abusa além da blusa
Quero te (vi)ver
Tristeza é uma alegria
Com certeza eu viveria
E via na cor que a moça usa
Além da blusa quero te ver
Amar, prazer, por que não dizer?
O palavrão, a palavra, tentação
Amar e ser, por que não fazer?
O palavrão, a palavra, coração
Amar e ter, por que não valer?
Do palavrão, a palavra, sem senão!
De lá dá pra assistir ao mar
Um navio que vem vindo
Pombas, bombas explodindo
Quase soltas pelo ar
Verne debaixo das vinte mil léguas submarinas
Nemo no Náutilus, como prisioneiras bailarinas
No fundo do mar, o monstro liberto vê a beleza
De baixo do mundo de lá, temos, aqui, a nobreza
Amar, prazer, por que não dizer?
O palavrão, a palavra, gozação
Amar e ser, por que não fazer?
O palavrão, a palavra, maldição
Amar e ter, por que não valer?
Do palavrão, a palavra, sem tesão!