Bia por entremeios

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Ellen Terry — George Frederic Watts

Bia, como uma gata, mia
Far-me-ia em loucura!

Falá-lo-ia que, por ela, eu ia.
Pela Bia bela vale a galhardia.
Afinal, não há outra senão Bia!

Tu, Bia, és minha cura.
E não há outra senão Bia!

Dizer-se-ia que a ela eu ia,
Por entremeios a vagar,
Por cujo corpo pequenino havia
Sempre alguém para esperar!

Vós sois minha esperança:
Sob meu corpo se despe
E me protege feito criança:
Do amor que outrora te deste.

Bia entre e sai no meio,
Entra e sai ao meio-dia.
Sob sol feito teu seio,
Sobre a perfeição de Bia.
Afinal, não há outra senão Bia!

És minha mãe, minha irmã,
Minha mulher, minha xamã,
Minha dona, minha dama,
Minha ama, minha criança!
Rainha do meu cantar
E da minha contradança!
Alma do meu corpo secular:
Sê tu, ó Bia, minha estrela,
Para sempre a brilhar!

Ellen Terry — Foto de Julia Margaret Cameron
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Gabriel Albuquerque

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