D’alma do negócio

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D’alma no negócio

Acordando ao som característico
Do passarinho artificial e ao som da orla
Que reproduz em meu despertador Motorola
Damos a largada para o viver tão sarcástico

(Além deste poema, que é totalmente sério!)

Chegando ao banheiro, tirando água do joelho
Escovando o sorriso com Sorriso, a fim de sorrir
Para outros sorrisos líquidos a cobrir
E pronto pro substantivo virar verbo
E o verbo, substantivo, sem mentir: já dizia Rita Lee
(Firme, cobrir, firme, cobrir, firme, cobrir)
Vira, vira, roda-viva, vira, vira
(Firma, cobrança, firma, cobrança)

Saindo de casa, cartão do busão na mão
Será que tá na mesmo na mão? Não importa
Porque lá vem vindo, lá vem vindo
Levanta os braços,que lá vem vindo
Aquela máquina, ô baita máquina
Invenção fabril, avanço bem-vindo
Sempre bens, sempre bens
Também né… Mercedez Benz

Sinal, de Peças e Sinais, para parar
a máquina, ô máquina… pausa pra
talvez, respirar? Ou quem sabe gozar?
Naquela deliciosa Bridgestone, ô que curvas…
As quais ouço em meu Apple Phone
Também né… os melhores fones…

Entrando na máquina, ô máquina…
Tempo de reflexão em meio ao mar
de gente indo à labuta a laborar
Elaborar ideias a serem… exploradas?
Que nada! É, deles, tudo palhaçada!

É… preciso estar a sós com meus momentos
Ô, caramba, que máquina, quero dar!
Antes que eles escorram pelas bordas dos pensamentos
Maus e meus de segundo andar
Vejo-me na imagem refletida da imensidão preta de meu ZenFone, ô celular bom…
Na implacável tela Gorila Glass quatro ponto zero sem nenhum arranhão!

Ao fim do dia, vazio, esgoto e líquido, esgotado vai fazer
No teu copo, no teu colo e neste bar
Um gole de uma Budweiser
Ou, quem sabe uma Kaiser; o dinheiro não dá!

Veritas semper una est

Gabriel Albuquerque

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