Onde o galo canta

pt
Árvore, sol, seres humanos e um galo.

homem não mais canta conto

Os anos verdes são negros
Como era verde o meu
Vale de lágrimas… de lágrimas.

Os anos-ledo são medo
Como era medo o meu
Vale de lágrimas… de lágrimas.

À força eu falo: tudo bem 
O pobre dorme na calçada
E dizem que é madrugada 
E o sol já vem

O amigo que saiu pra ver a lua
Jaz anônimo na rua, foi fatal…
Na tarde que foi sempre minha amiga
E a lei dos homens nos obriga
A em casa ficar e ser normal…

Ô, meu amor, eu sei
Todo esse sangue não é nada
É a cor da madrugada contra a lei

O parque está tranquilo, mas deserto
Pois as pestes estão por perto 
E nos desencanta!

Onde o galo canta,
Aí janta, é assim…
Pegar carona 
nessa decadência,
É o nosso fim…

Como pôde acontecer?

Onde o galo canta, aí janta, é assim…

Hoje o galo está só
Amanhã vamos lá
A galopar num dó
Pra vê o galo cantar!

Um galo.
Gabriel Albuquerque

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