A contemporânea epopéia do cidadão de bem

Na contemporaneidade
Tudo é velho e vil
Nada contempla a verdade
Fulguras ao Brasil
Terra desse grande povo na beldade
E heróico, o brado retumbante nunca se viu
Tampouco se ouviu naquela da liberdade
Que se deleita na flor de um fuzil febril
Agradar aos nossos senhores é mais importante
E nos tratam como tratam os amantes e retirantes
Mas não importa, aceito meu imbecil canto juvenil.
Honras à pátria dourada e amada, nesse instante
Vale mais o que eles acham, já é o bastante!
Vestir o verde-oliva e o vermelho-anil...
O mito fugiu, encobriu e mentiu!
Laranja — mas não a mecânica — explodiu no canil
E agora, José? Corruptos não há mais! I love you!
Coca-Cola com angu, munguzá com dietil
Ok… Era isso que você queria? Já riu!? Se divertiu!?
Agora já pode nos devolver o Brasil.
Pra já, viu!?