A ela, dedico essas 1000 palavras póstumas de núpcias
a noite é vida fria e vida é jogo
e jogo é sorte, fulguras a Bia!
e a sorte é morte, quente fogo
como feliz é quem a ti sorria.
e ah, por falar no teu sorriso…
aquele que me dá alegria
aquele que me dá energia
ah, como me sinto no paraíso…
e te admiro sem te ter, como nas cantigas de trovador eletrônico
e em todo alvorecer, em todo entardecer, teu olhar supersônico… me apavora! me evapora! me tira daqui…
me leva pro teu Havaí, de onde assopra o amor icônico
e impossível… como impossível ao teu lado fugir.
aquela que desde dois mil e dezesseis
de amor vil inspira a mim e a vocês:
rainha minha outra vez.
— "eu escolhi você pra ser minha namorada, com quem vou brincar de amor a noite toda!"
ah, como ela é amada… transborda e preenche meu ser: a solidão que é não te ter.
e brincando com ela vou vivendo… tentando vender minh'alma ao diabo, me rendo. dependo... de você.
e lá naquele lugar… a minha primeira opção é te ver.
não entendo… doce como o docinho de suflê, que te dei ao te conhecer, no meio daquele auê. branca como as nuvens, para as quais olho quando penso em Claude Monet. branca como giz, formosa atriz "francé". deploro a encenação que é ser feliz.
ser atriz, be actress: relax, no stress. i’m flex.
ok. gosto mais ainda assim. quando me maltratas, carmesim. ah, que preciosos são os teus seios, peitinhos de pitomba, que me tomba, que tão redondos são, quão esféricos, quão simétricos, quão sincréticos… em vão? não! me deixam tonto, sem freios. perfeitos! ó, Deus dela. não me deixe polui-la. que tão bela é, e imaculada é seu jeito. pura, singela. comparável a grandiosa Ísis, quem lê o grandioso Mises… ah… os teus cabelos… Deus estava inspirado ao tecê-los; quem dera eu tocá-los, quem dera a adolescência a vida inteira…
do alto da cabeça até às plantas dos joelhos… branquinhos, franzinos. fogo, de fogo é tua cabeça. Eça… de Queiroz… ruiva, uiva pra lua, como um sol negro de dor, loba ao luar atroz… ou ao sol a se pôr… de fogo vermelho é teu cabelo no espelho, mágico de Oz. que reluz o aparelho, aparentemente Bicor. Uns brancos de alma negra: "des masques cubistes, africaines, decor!". lá em São Luiz, um cristão infeliz, o bom selvagem, lobo do homem, aprende francês: "pra ler e escrever o poema original a você pela primeira vez!" viva a anarquia, viva la France, antarctique. Canibales tropicales en parade autour de la tour Eiffel. Dans mon ile, tabaco de Cuba pour messier le colonel!
entrar, ficar em ti, tem sido meu melhor perigo. Primeiro o meu viver em si; segundo, este vil cantar de amigo! Depois, não pressenti sequer: quer de Deus uma mulher! Pois odeio a tua paz e rejeito o teu perdão! Pois qualquer sofrimento passa, mas o ter sofrido… não! ah, até amanhã… é só o que eu lhe digo naquele lugar… se poder me expressar… apenas um "até amanhã"… se é que haverá amanhã… mesmo se chover, volto pra te ver, mulher! houve, porém, aquela vez, aquela maldita e irremediável vez, que, sem saber, dei-lhe o último “até amanhã”. mesmo se chover, volto pra te ver Beatriz mulher!
o verbo, o ventre, o pé, o sexo, o cérebro: tudo o que pode ser, e ainda não é… teu corpo é meu coro, oh Beatriz… e eu quero é ir, Bia branca, ao bom humor… deitar-te ao som do Veloso… entrar em ti… dar-te dor ao de buritis… fazer carinhos sem pudor… sem furor, despido de maldade, meloso… je suis un homme sincère. je veux une épaule sur laquelle pleurer! ah… quem pode achar? um lugar tão humano quanto o corpo, onde pensar e gozar seja livre, tão normal… como palavras no muro… ou escrever um jornal. não se engane! todo meu poema é vulgar e animal…
Quero ficar molhado… de suor… quero que fiques molhadinha… de água da chuva do pós-labor… quero ter minh'alma na tua, sobre o sol negro de dor; outro corpo à pele nua… como quem uiva pra lua, no dia do caçador… sem amor! ah, é… humaníssimo gemido, raro e comum como o amor. sensual como o espírito que chora de pavor. poema de espinhos, espora em teus lábios molhados, como os verbos encarnados! sensual como espírito… gemido humano. o teu humano é mais humano. ah, isso me deixa louco a cada ano… oh, baby… cristã de fé, que anda a pé, como já dizia Gonzaga, bom repentista que é. por falar sim, toque um repente pra mim… ah, você não sabe, mas eu prefiro a inocência do sexo e a pureza da paixão… sabe por quê? porque depois dela vem o tédio e a solidão… coisa. muito. complicada. menina, admire meu carro e goze sozinha, enquanto eu fumo um cigarro… podemos até nós deitar, mas você saberá que será puro flertar! meros toques de Eros, um sarro, um tesão. os teus peitos nos jeitos, e eu… ah, eu pego e me deleito! na flor do teu umbigo! não confunda as coisas, meu amor: toda canção é vulgar… Até mais ver… ah, até mais ver, minha branquinha! contigo em mim, e ainda em ti, vou indo em dois. qualquer distância entre nós é tornada em nada. só assinala, um novo encontro… pra depois! só long sem gesto, um “bie” ao léu, não digas sorte! não fale adeus que enruga o olhar mais compassivo… se, sob o sol, nada mais velho e vil que… a morte! quem viu, na vida, novidade em estar vivo?
ah… eu estou sempre em perigo, e minha vida, Beatriz, está sempre por um triz! se eu vejo correr uma estrela no céu eu digo: "Deus te guie! amanhã serei feliz…" eu escolhi a solidão como minha namorada… e é com ela... ah, é com ela… que eu vou brincar de amor! a noite inteira! suor e cambalhotas! vida atroz!
ah… eu estou sempre em perigo: o dia D, a hora H, o ponto G, a corda bamba, o bang, o clique do gatilho do Big-bang, que me dá o prazer de te conhecer… (Calma! a tudo, eu prefiro a minha alma!) mas, olha… pegue leve, não empurre, seja breve, "Conheço o meu lugar"! dancei, sei que dancei, dancei, meu bem, mas ainda bem que ainda tem! vem que ainda tem!
bastou vender minha alma ao diabo? onde fica a saída desse lugar tão quente? “que tanto de rabo é isso, gente?” bastou vender minha alma ao diabo? hein? hein? o último a sair, por favor, apague a luz azul do pavor, apague a luz do aeroporto. antes que o diabão lá me pergunte, a saída… ela é mesmo no aeroporto?
baixinha…
eu
amo
tudo em ti,
rainha
icônica
zinha.
longe de mim fazer qualquer tipo de referência externa à terceiros.