Desconexo e esdrúxulo
E tanto em tudo em torno é trágico
Tanto quanto o santo manto é mágico
Nos faz acreditar que o altar é único
Sem ninguém, nem a quem, dizer o último
Dos versos versificados de verbos acrobáticos
Que pulam, saltam, rodopiam e passam obstáculos
Da vida severina, como a menina de quem gosto, esdrúxula
A carabina, do pai da menina, faz-me tê-la à rúcula
Todo esse cantar é para parar com a dor do espetáculo
Que reúne multidões para assistir: o amor fantástico
Seja do Deus cristão, seja da deusa de minha imaginação atômica
Cômica bomba que explode em meu coração, radioativa, Hiroshima, H, agarra a garra autossômica
Rosas cálidas, como o veneno sofista no cálice
Cale-se afastado, dando voltas e voltas pela hálice
De Sócrates, o socrático, de pensamentos inválidos e hereditários
Só, somente só, sol, somente só, assim será, tão sarcástico
E, então, na Grécia de muito longe, não se ouvirá mais do eclesiástico
Abraços e canções!