Desabafo do não-amor
Desabafo do não-amor
Estou muito cansado do peso de minha cabeça
E triste por não ter o abraço que eu mereça
Aconteça o que aconteça, eu prefiro que a solidão ofereça
A represa que é ver minh’alma na avareza.
Minha poesia não precisa ter rima
tampouco te passar felicidade ou alegria
que, de maneira nenhuma, é minha matéria-prima
na verdade, está mais pra Platão fazendo alegoria
Minha solidão não tem nada a ver
com presença ou não das pessoas
Deploro quem a rouba de mim por querer
Sem, em troca, ter nada a me oferecer.
Minha alegria é cafuné fazer em teus ruivos cabelos
poder é poder te fazer feliz, alegre! quem dera sê-los
Já que meus versos não te soam calorosos
Teus lábios o fôlego me tiram, ô se tiram!
Teus jeitos, ah, eles sim, me soam venturosos!
Teus pés são as bases que os meus aspiram.
Não adianta… Se paro pra escrever
Meus pensamentos me conduzem a você
e no poema se reflete, que ora é chiclete
essa de não conseguir parar de pensar no meu bebê!
Mais uma vez… Versos sem sentidos, sem tido bem, nem havido a quem. Versos melosos, de amor não correspondido, clichês malditos.