Demarcação das terras poéticas

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Viveno morto dia a dia
Morreno vivo noite a noite
Afoite da que não sentia
Ria e chorava do diário açoite

Sômo custumados a vivê assim
"Mim não ser mau, mim ter aval"
Final, do dia, a minha terra enfim
E, em fim, mataro ela tão brutal

Vede tudo isso aqui, a terra me deu
Vede tudo isso aqui, é meu e não teu

Mas, sol de abril não tem mais
Agora deles são os carnavais
E a nossa terra… lá se vai

Os ôme vêm aqui, c’os livro preto santo atrás
Tirá de nós nós mesmos, três deuses bestiais
E a nossa cutura… lá se esvai

Gabriel Albuquerque

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