Demarcação das terras poéticas

Viveno morto dia a dia
Morreno vivo noite a noite
Afoite da dô que não sentia
Ria e chorava do diário açoite
Sômo custumados a vivê assim
"Mim não ser mau, mim ter aval"
Final, do dia, a minha terra enfim
E, em fim, mataro ela tão brutal
Vede tudo isso aqui, a terra me deu
Vede tudo isso aqui, é meu e não teu
Mas, sol de abril não tem mais
Agora deles são os carnavais
E a nossa terra… lá se vai
Os ôme vêm aqui, c’os livro preto santo atrás
Tirá de nós nós mesmos, três deuses bestiais
E a nossa cutura… lá se esvai